João da Silva
Dra. Elisa Walleska KrügerA PROFISSIONAL é psicóloga forense, professora, escritora e palestrante. Ministra cursos de Avaliação Psicológica, Psicopatologia e Psicodiagnóstico. É perita criminal e atua como assistente técnica na área do Direito Penal, principalmente com falsas acusações de abuso sexual. Estudiosa de Filosofia e da Ética da Alteridade de Levinas. Fundou o Instituto Personna de Estudos, Pesquisas e Intervenções em Violência, Criminalidade, Perversões e Psicopatia. Trabalha em parceria com tribunais, promotorias, presídios, população de rua e no sistema socioeducativo, tendo se dedicado a atender pessoas que cometeram crimes em série. Publicou o livro Psicologia Forense: Uma Abordagem Crítico-Complexa, fruto da tese de doutorado defendida, onde propõe uma nova abordagem de atendimento à pessoas com transtornos mentais e em confito com a Lei. Representou o Conselho Federal de Psicologia no Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Trabalha com terrorismo, conflitos armados e imigração, tendo participado da Assembleia das Nações Unidas em Nova York. Estuda o conflito no Sahara Marroquino. Acredita que apenas a não-violência pode levar a soluções para os conflitos humanos. Especialista em crimes sexuais, pedofilia e assassinatos em série. Confia irrestritamente na capacidade de superação e regeneração do ser humano. Não atende criminosos, e sim pessoas que cometeram crimes.
João da Silva
Tese PersonnaAPRESENTAÇÃO - este não é mais um “Canal de Psicologia”. Falaremos também de Direito, questões sociais, humanas, Éticas e filosóficas. Os pontos de vista aqui apresentados não representam a posição oficial desta ou daquela organização. Antes, são fruto de um conhecimento multidisciplinar, acadêmico, científico, plural e que possuem como característica comum o bem estar Humano.

OBJETIVOS - propagar ciência e conhecimento técnico, científico e de qualidade , difundindo informações que antes estavam circunscritas às Universidades. Fornecer informação, capacitação e ferramentas que auxiliem no desenvolvimento profissional e acadêmico de pessoas que atuem na área do Direito, Psicologia, Filosofia, Economia, Sociologia, Antropologia, Serviço Social, Psiquiatria etc.

O QUE É - a palavra “Persona”, no uso coloquial, refere-se a um papel social ou personagem vivido por alguém. É uma palavra italiana derivada do Latim para um tipo de máscara feita para ressoar com a voz dos intérpretes (per-sonare sigifica "soar através de"), permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, bem como para dar ao ator a aparência que o papel exigia. A palavra latina derivada da palavra etrusca "phersu",com o mesmo significado, e seu significado no último período Romano alterado para indicar uma "personagem" de uma performance teatral.

O nome de nossa tese e de nosso canal possui duas letras N, pois remete à dualidade Humana.

No estudo da comunicação, persona é um termo dado para descrever as versões de si mesmo que todos os indivíduos possuem . Os comportamentos costumam ser selecionados de acordo com a impressão que um indivíduo deseja criar quando interage com outros. Comumente, a persona assumida perante os outros se diferencia da persona que este indivíduo apresenta quando encontra-se só.

Quando usado no campo do Design, a Persona é um artefato que consiste de uma narrativa relacionada a um modelo de comportamento diário desejado de um usuário ou cliente, usando detalhes específicos e não generalidades.

Já na música, sabemos que geralmente os intérpretes assumem um papel condizente com as canções que compõem ou cantam. Diversos artistas performáticos fabricam uma ou mais personas. A persona também serve para reivindicar alguma questão ou chamar a atenção para determinado tema.

NA PSICOLOGIA - na teoria de C. G. Jung, “persona” é a personalidade que o indivíduo apresenta aos outros como real, mas que, na verdade, é uma variante muitas vezes diferente da real.

Para Jung, o processo pelo qual a Consciência de um indivíduo se individualiza ou se diferencia das outras é o Processo de Individuação.

Na concepção de C. G. Jung, o termo ‘individuação’ nos remete a um processo através do qual o ser humano se torna realmente um ‘individuum psicológico’, ou seja, ele se transforma em uma unidade autônoma e indivísivel, se tornando uma totalidade.

O processo de individuação é considerado o conceito central da Psicologia Junguiana, pois este processo é a realização do Si mesmo, do Self.

Segundo Carl Gustav Jung, o Si mesmo vai além. Ele busca a realização no campo espiritual da arte e da religião, assim como no íntimo da alma, podendo ser vivenciado como um mistério profundo, sendo como uma manifestação de um deus interior.

O conceito junguiano de individuação consiste no processo em que uma pessoa se torna um indivíduo, uma unidade ou um Todo separado e indivisível. O principal foco da Individuação é o conhecimento de si mesmo.

A individuação busca estimular o indivíduo a despertar o melhor de si e do outro, tirando-o do isolamento e estimulando o outro a empreender uma convivência coletiva maior e saudável. Tal fato, nos ensina que o processo de individuação busca aproximar o mundo do indivíduo através do caminho do autoconhecimento.

O autoconhecimento é a peça fundamental para a solução desse problema. É preciso aprender a lidar com o negativo da mesma maneira que lidamos com o positivo...

Fonte: https://institutofreedom.com.br/blog/o-processo-de-individuacao-segundo-carl-gustav-jung/
João da Silva
Nossas TeoriasPara a construção de nossa tese, tínhamos um problema – uma imensa demanda de sofrimento psíquico grave que atingiam pessoas que cometiam crimes graves (sexuais e contra a vida) aliada à ausência de uma abordagem específica para atender essa população. Entretanto, como já sabíamos, a Psicologia – sozinha – não possuía autores, abordagens ou experiências plenamente exitosas que fizessem frente a este desafio.

Ao longo da criação e do desenvolvimento do Personna, pesquisamos e recorremos a várias fontes. Além da Psicologia, outras do Direito, da Psicologia, Filosofia, Economia, Sociologia, Antropologia, Serviço Social, Psiquiatria etc. E foi na Filosofia de Emmanuel Levinas (Fenomenologia) que encontramos elementos que nos auxiliaram na criação da TESE PERSONNA. Criava-se um novo modelo de atenção a pessoas com sofrimento mental em conflito com a lei, a partir da junção destes diversos saberes.

Mas, o que é Fenomenologia? De acordo com o dicionário, é a descrição filosófica dos fenômenos, em sua natureza aparente e ilusória, manifestados na experiência aos sentidos humanos e à consciência imediata. Para a filosofia de William Hamilton (1788-1856), trata-se da descrição imediata, anterior a qualquer explicação teórica, dos fatos e das ocorrências psíquicas. Já para E. Husserl (1859-1938), é um método filosófico que se propõe a uma descrição da experiência vivida da consciência, cujas manifestações são expurgadas de suas características reais ou empíricas e consideradas no plano da generalidade essencial.

QUEM É EMMANUEL LEVINAS? Emmanuel Levinas foi um filósofo francês nascido em uma família judaica na Lituânia.

Historicamente, Bastante influenciado pela fenomenologia de Edmund Husserl, de quem foi tradutor, assim como pelas obras de Martin Heidegger, Franz Rosenzweig e Monsieur Chouchani, o pensamento de Levinas parte da ideia de que a Ética, e não a Ontologia, é a Filosofia primeira. É no face-a-face humano que se irrompe todo sentido. Diante do rosto do Outro, o sujeito se descobre responsável e lhe vem à ideia o Infinito.

Historicamente, está impressa na sua obra a memória dos seis milhões de judeus assassinados pelo nacional-socialismo durante a Shoah (Holocausto), aos quais dedica seu livro Autrement qu’etre(1974). Traz consigo, portanto, a inquietação de um século marcado pela dominação do homem sobre o outro homem. Nas palavras dele, "Século que, em trinta anos, conheceu duas guerras mundiais, os totalitarismos de direita e de esquerda, hitlerismo e stalinismo, Hiroshima, o goulag, os genocídios de Auschwitz e do Cambodja. Século que finda na obsessão do retorno de tudo o que estes nomes bárbaros significam. Sofrimento e mal impostos de maneira deliberada, mas que nenhuma razão limitava na exasperação da razão tornada política e desligada de toda a ética".

Filosoficamente, Levinas percebe que o pensamento ocidental, a partir da filosofia grega, desenvolveu-se como discurso de dominação. O Ser dominou a Antiguidade e a Idade Média, sendo depois substituído pelo eu desde a época moderna até os nossos dias, porém sempre sob o mesmo sinal: a unidade unificadora e totalizante que exclui o confronto e a valorização da diversidade, entendida como abertura para o Outro. A obra de Levinas transmite o alerta de uma emergência ética de se repensar os caminhos da filosofia a partir de um novo prisma, de se partir do eu já em direção ao Outro. Uma tal inspiração Levinas buscará na sabedoria bíblico-judaica.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_Levinas

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Dedicatória, Homenagens e AgradecimentosNosso objetivo é e sempre foi audacioso: mudar o paradigma de que “Bandido Bom é Bandido Morto”. Para nós, pessoas que cometeram crimes encontraram na violência a única forma possível de comunicar suas dores. Assim, projetam-na em suas vítimas, sem saberem que existem outras formas mais saudáveis e adaptativas de manejo deste sofrimento. Assim, em primeiro lugar, gostaria de prestar nossa solidariedade às vítimas e suas famílias, esclarecendo que, longe de “defendermos bandidos”, trabalhamos arduamente para que ninguém mais seja alvo da violência destes autores. Em segundo lugar, à todas as pessoas que já atendemos: por terem confiado a nós suas histórias contundentes de dores e sofrimentos inimagináveis pela sociedade que tanto os condena. Estivemos e estaremos SEMPRE, não ao lado de seus delitos, mas ao lado dos seres humanos que vocês são. Agradecemos, profundamente, a todos os profissionais do sistema judiciário, prisional e acadêmico que nos apoiam nesta empreitada e por sua coragem de desafiarem os paradigmas vigentes, permitindo que nosso trabalho alcance o núcleo mais duro da sociedade. Expressamos, ainda, a imensa gratidão a todos os colegas e alunos que participaram de nosso projeto ao longo destes vários anos. Por terem acreditado e se dedicado a nossa proposta. E como não poderia deixar de ser, aos meus maiores mestres: Prof. Dr. Ileno Costa e Prof. Balsem Pinelli Jr. Mesmo por caminhos tortuosos, me auxiliaram a chegar onde estou.